Ler é desvendar mundos
segunda-feira, 24 de junho de 2019
quinta-feira, 13 de junho de 2019
ORIENTAÇÕES PARA A EDIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO
DOCUMENTÁRIO - Edição
A Montagem (ou Edição) é o momento crucial na produção de um filme, pois é aí que se constrói, de fato, a narrativa cinematográfica.
É o processo pelo qual se seleciona e se une as cenas filmadas, agora, na sequência desejada para exibição.
Nos vídeos indicados abaixo você tem algumas dicas sobre edição de vídeos:
1. EDIÇÃO DE IMAGEM
a) Quais são os tipos de cortes na edição de vídeos: Drops #01 - (Brainstorm Tutoriais, 2016).
a) Quais são os tipos de cortes na edição de vídeos: Drops #01 - (Brainstorm Tutoriais, 2016).
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5ITEmNViy5w&t=2s
b) 6 tipos de cortes na sua edição. (Filipe Bittencourt, 2016). Assista o trecho: do início até 02min40seg.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xj3gxWNTFtI
2. EDIÇÃO DE SOM
Existem diversos programas que auxiliam a edição de documentários, juntam trechos gravados, adicionam áudios e trilhas sonoras e imprimem os créditos. Você pode utilizar o de sua preferência.
Sugerimos aqui, então, um editor gratuito que, de forma simplificada, permite montar seu
filme com tudo aquilo de que você precisa: o Lightworks.
Tutorial: Lightworks
https://www.youtube.com/watch?v=ffhuZ-eZduI
Você também pode acessar o vídeo disponível em: para saber como colocar os créditos finais do filme.
https://www.youtube.com/watch?v=j4YQkUam9sw
Se você ainda não instalou o Lightworks, esse tutorial te explica o passo a passo.
1. Acesse o site: https://www.lwks.com
2. Registre-se no site. Esse passo é muito importante para que você consiga usar o programa depois.
3. Preencha seus dados.
O cadastro é bem simples: nome, nome de usuário, e-mail, confirmação do e-mail, senha e confirmação de senha.
Na sequência, clique na caixinha para confirmar que você não é um robô, e depois clique na outra caixinha para confirmar que leu Termos e Condições.
Então, clique em confirmar.
4. Escolha qual o tipo de uso que você vai fazer do programa. Nós orientamos que você marque amador ou aluno.
5. Confirme o cadastro.
Você deve ter recebido uma mensagem no e-mail que indicou quando fez o cadastro. É só abrir essa mensagem, e clicar no link de confirmação.
6. Baixe o programa e instale o programa
Na tela de escolha dos componentes, marque todas as caixinhas clicando dentro de cada uma delas.
7. Para usar o programa em português:
- Clique na engrenagem no canto superior direito, e clique no menu Wordings…
- No novo menu que se abre, clique na nova engrenagem, e em seguida escolha, na lista, a opção Portuguese.
Orientações Finais: Revisão do documentário
1. O documentário fala a respeito do lugar onde você vive?
2. Fica claro que o documentário retrata algo do mundo real?
3. Foi feito bom uso das entrevistas? Elas esclarecem a personagem entrevistada ou o assunto abordado pela personagem?
4. As personagens são tratadas com respeito?
5. A locução está adequada?
6. O texto da narração é claro, tem ritmo?
7. A relação que você estabelece entre imagem e texto verbal é pertinente?
8. Os recursos sonoros são apropriados?
9. A qualidade técnica da imagem e do som está boa?
10. O trabalho de edição está bem feito?
11. O documentário deixa claro seu ponto de vista a respeito do tema abordado?
12. Você se lembrou de dar crédito a todos os participantes do trabalho e agradecer àqueles que o/a ajudaram?
13. O título resume bem a ideia do documentário?
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAR O PROJETO ESCRITO DE DOCUMENTÁRIO
OLHAR EM MOVIMENTO: CENAS DE TANTOS LUGARES
"O tema “O
lugar onde vivo” é, efetivamente, muito importante e especial porque
permite que os jovens experimentem falar do mundo e de si, a partir de seu
lugar histórico. O grande e produtivo desafio é justamente, a partir dessa
reflexão sobre seu lugar, experimentar as variações entre pertencimento e não
pertencimento, entre ter raízes e querer voar."
Amaranta César
Orientações: PROJETO DE DOCUMENTÁRIO
1 – Sinopse: deixar claro, dentro da área
temática na qual o documentário se insere, qual o assunto específico a ser
abordado e qual o ponto de vista a ser defendido (até 10 linhas).
Exemplo baseado em Ilha das Flores: o documentário faz
uma denúncia social sobre o modo de funcionamento do sistema capitalista. A
partir de estratégias de ficcionalização do real, mostrará como à população
mais pobre e desassistida restam as sobras do que é consumido pelos mais
abastados. Para tanto, focará na trajetória de um tomate, seguindo-o desde o
momento de sua plantação até o seu descarte num lixão. Esse tomate passará
pelas mãos de um agricultor, uma dona de casa, para finalmente chegar às mãos
de mulheres e crianças catadoras de lixo.
2 – Argumento: descrever de forma completa como
será a estrutura narrativa do documentário, bem como de que modo os diferentes
recursos de linguagem serão empregados (cerca de uma página).
Exemplo baseado em Ilha das Flores: acompanhamos a história
de um tomate plantado pelo japonês, o sr. Suzuki. Dona Anete, vendedora de
perfumes, percorre a cidade em busca de consumidores para suas mercadorias,
obtendo o dinheiro para comprar tomates e carne de porco no supermercado. Dona
Anete usa os tomates e a carne de porco para a preparação do almoço de sua família.
Entre os tomates comprados há um considerado impróprio para o consumo, que é
jogado no lixo. O lixo é recolhido e enviado a um aterro sanitário. O lixo
orgânico é separado e utilizado como alimento para os porcos de um dos
moradores do lixão. A sobra é liberada para o consumo de mulheres e crianças
que catam lixo para sua sobrevivência.
Muitas informações são apresentadas através de uma suposta
linguagem didática e científica. Cabe à ironia quebrar a expectativa do público
em relação às informações que estão sendo enunciadas.
A narração em off segue um ritmo acelerado, que só se torna
mais lento no final. Essa narração é acompanhada ora de colagens de imagens
diversas (livros didáticos, jornais, revistas etc.), ora de cenas interpretadas
por atores para as câmeras, ora de encenações de atores sociais.
3 – Roteiro: descrever as principais cenas que
compõem o filme, indicando sua ordem sequencial de aparição. A descrição de
cena deve se preocupar em detalhar tanto as imagens que o espectador verá na tela
quanto a narração e/ou entrevistas que ele ouvirá (cerca de uma página).
Exemplo baseado em Ilha das Flores: é importante
observar que o roteiro de Ilha das Flores reproduzido não consiste meramente
numa sugestão de filmagens de cenas. Com exceção de um ou outro ajuste feito
posteriormente, ele já descreve integralmente aquilo que o espectador vê/ouve
quando da exibição do documentário.
Só foi possível roteirizar Ilha das Flores dessa forma
completa e minuciosa porque este é um documentário que não está sujeito aos
“riscos do real”. Tudo nele foi planejado minuciosamente e, embora baseado em
fatos reais, a narração em voz over e as estratégias de ficcionalização usadas
permitiram o controle absoluto das cenas, ou seja, esse roteiro pode ser
planificado cena a cena de forma similar aos roteiros de ficção. Por fim,
esclarecemos que a numeração que aparece entre parênteses corresponde aos
planos do filme.
1.1 Exemplo de Roteiro (reprodução de um trecho):
(1) Sobre fundo preto surgem, em letras brancas,
sucessivamente, as seguintes frases:
ESTE NÃO É UM FILME DE FICÇÃO
ESTA NÃO É A SUA VIDA
DEUS NÃO EXISTE
(2) GLOBO: as frases desaparecem em fade e surge um globo
girando, como no início de "Casablanca". Sobre e sob o globo, aparece
o título do filme:
ILHA DAS FLORES
(3-5) MAPAS: fusão, ou corte, para mapas do Brasil, do Rio
Grande do Sul, até se ler "Belém Novo" no mapa.
FUSÃO PARA
(6) PLANTAÇÃO DE TOMATES: Câmera na mão avança numa
plantação de tomates em Belém Novo, em direção a um agricultor, japonês, parado
no centro do quadro, olhando para a câmera.
LOCUTOR
Estamos em Belém Novo, município de Porto Alegre, Estado do
Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, mais precisamente na latidude
trinta graus, dois minutos e quinze segundos Sul e longitude cinquenta e um
graus, treze minutos e treze segundos Oeste. Caminhamos neste momento numa
plantação de tomates e podemos ver à frente, em pé, um ser humano, no caso, um
japonês.
(7-10) JAPONÊS: Dois japoneses, no estúdio, de frente e de
perfil, como nas fotos de identificação policial. Detalhe dos olhos e do
cabelo.
LOCUTOR
Os japoneses se distinguem dos demais seres humanos pelo
formato dos olhos, por seus cabelos lisos e por seus nomes característicos.
(11-13) TOSHIRO: table-Top documentos do Toshiro. Carteira de identidade,
certidão de nascimento, impressão digital, exame de sangue.
LOCUTOR
O japonês em questão chama-se Toshiro. (14-15) OS SERES
HUMANOS: table-Top "As medidas do homem", do Leonardo da Vinci.
Estátua grega.
LOCUTOR
Os seres humanos são animais mamíferos, bípedes... (16)
BALEIA: imagem em vídeo de uma baleia. (17) GALINHA: table-Top Desenho do
Picasso.
LOCUTOR
... que se distinguem dos outros mamíferos, como a baleia,
ou bípedes, como a galinha, principalmente por duas características: (18) AULA
DE ANATOMIA: mão enluvada segurando um cérebro, coloca uma bandeirinha cravada
no córtex.
LOCUTOR
... o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar
opositor. (19-30) TELENCÉFALO: imagens de computador do cérebro. Edição de
imagens de informações contidas no cérebro: equações, números de telefone,
imagens de livros escolares, etc.
LOCUTOR
O telencéfalo altamente desenvolvido permite aos seres
humanos armazenar informações, relacioná-las, processá-las e entendê-las.
(31-40) MANIPULAÇÃO DE PRECISÃO: a primeira imagem deve ser relacionada com a
última do telencéfalo, por exemplo, dedos virando uma página do livro escolar.
Imagens do movimento de pinça, instrumentos cirúrgicos, pincel, baseado,
indústria eletrônica, mão depenando galinha.
LOCUTOR
O polegar opositor permite aos seres humanos o
movimento de pinça dos dedos, o que, por sua vez, permite a manipulação
de precisão.
BENEFÍCIOS DO PLANETA: (41) mão colhendo uma maçã na árvore,
(42) gravura da expulsão de Adão e Eva do Paraíso, (43) gravura da torre de
Babel, (44) Pirâmides, (45) Parthenon, (46) Loba romana com os gêmeos, (47)
capela Sistina, (48) 14 Bis, (49) bomba de Hiroshima, (50) Coca-Cola com tampa
rosca, (51) mão colhendo um tomate.
segunda-feira, 10 de junho de 2019
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Projeto DOCUMENTÁRIO - Olimpíadas de Língua Portuguesa
Assista aos Documentários e faça a análise de cada um deles segundo os Tipos de Documentários
SELEÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS
Santos - ofício alfaiate (Dannyel Leite, Brasil, 2014, 8min37seg)
O objetivo é mostrar aos alunos o quanto esse
documentário difere das reportagens televisivas na forma de dar a conhecer o
personagem. O minidocumentário se interessa pela vida particular do alfaiate e
seu ofício, ou seja, aborda profissões em vias de extinção, assim como adentra
terrenos inusitados, como a relação do personagem com a morte. Leve os alunos a
notarem que a própria forma de captação das imagens em primeiro plano
e plano detalhe (agulha, carretel de linha) traduz a delicadeza do
mundo do personagem. Tudo isso contribui para dar ao filme um tom poético, além
de participativo.
Até o céu leva mais ou menos 15 minutos (Camila Battistetti, Brasil, 2013, 13min)
Esse filme ganhou prêmios em festivais de
documentário. Retrata algo bastante comum na relação entre mães e filhos
pequenos: a paciência de que elas precisam para conviver com a variação de
humor da criança. O que se passa na tela, ao que tudo indica, apesar de poder
ter sido provocado (situação de encenação), é real.
Fraternidade (Jorge Furtado, Brasil, 2004, 3min)
Documentário de caráter reflexivo. Durante os três minutos
de duração do filme, o ator Paulo José lê, diante das câmeras, uma carta
endereçada a ele pelo cineasta gaúcho Jorge Furtado, convidando-o a participar
de um filme sobre o tema “fraternidade”. Enquanto Paulo José fala sobre isso
aparecem imagens das obras sendo construídas. O texto final da carta diz: “Num
país como o nosso, tão rico e com tanta pobreza, fraternidade é principalmente
dividir melhor a riqueza. O que tu achas? Vamos fazer?”. Um documentário de
forte carga reflexiva, pois o curta aponta o tempo inteiro para sua própria
possibilidade de realização. Um aspecto muito interessante do filme é o
contraste de temporalidades entre o texto verbal e as imagens. Enquanto o texto
joga o filme para um futuro imaginado, ainda não concretizado, as imagens
mostram, no presente da exibição fílmica, um passado que já concretizou aquilo
que havia sido imaginado como futuro. Trata-se de um material riquíssimo para
as aulas de língua portuguesa, pois abre espaço não apenas para se falar de
documentário reflexivo, mas também para abordar os jogos enunciativos com a
temporalidade.
O Sanduíche (Jorge Furtado. Brasil, 2000, 13 min)
O filme mescla as fronteiras entre o real e o
ficcional, fazendo o público duvidar do que vê. Por exemplo, destaque o modo
como a obra inicia com a simulação de ser uma narrativa ficcional. Um aspecto
importante a ser observado é a forma como as frases “Seria ótimo. Seria”,
enunciadas em forma de diálogo, aparecem em vários momentos do curta. Isso cria
um jogo muito interessante de linguagem. E é justamente esse tipo de
funcionamento que cria a dúvida no espectador, especialmente quando esse par
dialógico aparece no final do curta, durante as entrevistas com a plateia. Enfim,
o curta trabalha com várias camadas que vão sendo desveladas à medida que
mostra que aquilo que foi visto imediatamente antes era encenação.
Olhos de ressaca (Petra Costa, Brasil, 2009, 20min)
Embora o discurso verbal seja importante, são as
imagens os elementos narrativos encarregados de transmitir a beleza, a
delicadeza, a ternura do relacionamento amoroso registrado nesse filme, com narração voz em off. Há muitas
imagens desfocadas, que acentuam a plasticidade do curta. É comum as
personagens principais fazerem performance para a câmera, como nas cenas de
beijo, ou quando simulam estarem na cama, dormindo etc. O tratamento sonoro e a
trilha musical também têm papel importante na construção do tom poético do
filme. O som de ondas do mar quebrando na praia, o grasnido das gaivotas, o
piano ao fundo etc. são elementos que compõem a cena poética desse documentário
de grande sensibilidade e potência estética.
Seis e um: poesia documentada (Giovanni Rolim Antonelli, Brasil, 2017, 3min15seg)
Neste curta veem-se diversas cenas de paisagem
sequenciadas, em algumas das quais aparece o elemento humano. Paisagens e
personagens são apresentadas com o mesmo destaque. Prevalece o tratamento
poético das imagens, percebido em especial pelo cuidado com a fotografia. A
música tocada no piano é suave. No encerramento, lê-se: “Na efemeridade da
vida, o sentimento prevalece”. Traço importante do documentário poético é a
fragmentação, com o intuito de explorar associações vagas e subjetivas.
Favela da Central (Michael Miranda, Brasil, 2015, 3min28seg)
Sobre o Movimento de Defesa do Favelado (MDF), formado
por setecentas famílias que, em 2014, ocupavam um terreno particular no bairro
Vila Prudente, em São Paulo. Imagens mostram as casas e o terreno da invasão, a
mantagem intercala os depoimentos dos entrevistados sobre as dificuldades e
estratégias de ocupação do terreno. Falam da solidariedade existente na
ocupação e da militância política em favor de todos, e não apenas de si
próprios. Justificam as ocupações diante das dificuldades de se pagar aluguel e
ter uma vida digna. Mostram-se esperançosos com relação ao futuro e à
possibilidade de ganharem a posse do terreno que ocupam. Há a imagem estática
de fotografia de arquivo dos ocupantes carregando faixas onde se lê: “De teto e
de chão não se abre mão. Enquanto morar é privilégio, ocupar é direito”. Ao
final entra a trilha sonora com a música Resposta ao funk ostentação.
ANÁLISE - TIPOS DE DOCUMENTÁRIO
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O documentário expositivo
O documentarista filma com
objetividade, trabalhando conteúdos educativos. Há a exposição de temas,
assuntos ou situações, apresentando situações de aprendizagem. Pode fazer uso
da “voz em off” (narrando e explicando a cena, e quem filma não aparece), uso
de letreiros que expõem o argumento defendido pelo documentário. Esses
recursos são muito utilizados em documentários de cunho científico e
didático, com função social e pedagógica.
|
|
O documentário poético
Nos documentários poéticos as
situações aparecem de modo bem expressivo, sensível, emocional ou subjetivo,
prevalecendo a imagem e a linguagem não verbal. São documentários que buscam
enfatizar ao máximo a dimensão plástica, visual, artística de pessoas e
locais em detalhes, de maneira que as imagens consigam provocar mais
sensações, afetos e impressões do que necessariamente transmitir um argumento
ou construir uma narrativa clara sobre o mundo e a sociedade.
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O documentário reflexivo
O documentário reflexivo está mais
preocupado com o processo de expressão pessoal sobre o mundo interior e/ou
exterior. Os filmes dessa categoria mostram a reflexão da(s) pessoa(s) sobre
si mesmas e sobre o mundo, a vida, a morte etc. Assim, é comum quem filma, a
equipe de filmagem e os equipamentos aparecerem em cena, ou seja, falarem de
si mesmos, de seu processo de realização. Com esse movimento autorreflexivo,
o documentário reflete o “real” de cada um, e pode girar sobre os próprios
realizadores.
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O documentário participativo
O documentário participativo busca
mostrar a verdade através de entrevistas pessoais, é a verdade do encontro
entre quem filma e quem é filmado.
Pode-se realizar, por exemplo, uma
entrevista com algum morador do bairro onde se reside, perguntando: “Há
quanto tempo você mora aqui?”; “O que mudou no bairro durante o tempo em que
está aqui?”; “Como você avalia essas mudanças?”; “Como é viver neste lugar da
cidade?” etc.
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O documentário observacional
Os documentários observacionais
buscam dar a ideia de duração real dos acontecimentos.
O modo observacional propõe uma
série de considerações éticas sobre o ato de olhar/observar os outros e as
situações, pois deve-se considerar certos limites e o bom senso para não invadir
a privacidade ou incomodar as pessoas. É preciso se perguntar se diante da
presença da câmera as pessoas filmadas conseguem agir naturalmente ou estão
sempre simulando um comportamento. Nesse tipo de documentário quem filma não
aparece no filme, porém pode surgir alguma necessidade de intervenção se for,
por exemplo, para evitar um acidente, ao invés de filmar o acidente que pode
acontecer enquanto se filma.
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O documentário performativo
Nesses filmes, é comum o discurso
em 1ª pessoa, ou a narração em “voz off”, a utilização de performances,
ironia e humor, que podem misturar cenas da cidade, encenações das pessoas
envolvidas e trilha sonora. São documentários em que o realizador intervém em
espaços públicos e se coloca nesses ambientes de maneira performativa e
práticas ativismo político, abordagem artística e/ou pedagógica.
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quarta-feira, 5 de junho de 2019
Projeto Sala de Leitura - Plataforma de Leitura e Escrita Wattpad
Projeto da Diretoria de Ensino - Campinas Leste para o mês de Junho
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| Campanha de divulgação do Wattpad no Mural da Escola - Dom Nery NEWS |
Parceria da Sala de Leitura (Professora Luciana) com a Professora Alessandra - Artes: Confecção de marcadores de página com o Logo do Wattpad |
| Marcadores de página - Wattpad - Feito pelos alunos das 1ª séries |
ALUNOS DAS 1ª SÉRIES (A, B, C)
Produzindo FLYERS na Sala de Informática
Para divulgar a Plataforma WATTPAD
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